Especialização em Alfabetização e Multiletramentos - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE
Ensinar e aprender na EAD:
dificuldades, limitações e superações
Ensinar e aprender na EAD:
dificuldades, limitações e superações, tema deste manuscrito, deriva das elaborações sobre esta
atividade: as principais dificuldades,
limitações e superações que você e a turma encontraram do início da nossa
caminhada até o momento. A rigor, o texto provoca reflexões sobre os
processos de ensino-aprendizagem, condições de acesso e desafios vivenciados
pelos estudantes da Especialização em Alfabetização e Multiletramentos. Decerto
que a Educação a Distância (EAD) possibilita que alunos de diferentes regiões
tenham acesso a cursos (graduação ou especialização) em universidades
renomadas, mas não podemos desconsiderar que a dificuldade de adaptação ao
formato de estudo, a ausência de diálogos presenciais entre educador-educandos
e educandos-educandos, a instabilidade da internet e a qualidade dos recursos
tecnológicos implicam nos processos de ensino e aprendizagem.
Apesar das limitações intrínsecas à
EAD, os atores envolvidos constroem estratégias de superação: discussões em
fóruns, interlocuções nas aulas síncronas, diálogos em chats e até mesmo o
investimento em dispositivos são táticas construídas por aqueles cujo desígnio
é construir aprendizagens relevantes à sua formação. Para reforçar essa ideia,
evoco a narrativa apresentada por Bruna Ribeiro, no fórum 1: “Ao se falar de
recursos, particularmente, precisei investir num meio tecnológico mais
avançado, pois, nas primeiras aulas tive bastantes dificuldade para acompanhar
apenas pelo celular”. Essa decisão reforça a necessidade de os estudantes da EAD
se colocarem como agentes protagonistas da própria aprendizagem, tendo a
autonomia, a curiosidade e o rigor autoformativo como eixos norteadores da
formação.
A flexibilidade de horários de estudos, a comodidade de
estudar em casa, a reunião de diversos recursos tecnológicos e a autonomia
discente são aspectos essenciais à construção do conhecimento na EAD, mas
exigem estratégias de auto-organização para transpor os desafios que surgem em
razão de outras tarefas cotidianas. Nesse âmbito, destaco a estratégia descrita
por Daiane Weber, no fórum 1, quando necessitou entregar uma atividade em uma
semana cheia de imprevistos: “Para dar conta, organizei meu tempo em blocos menores
de estudo e usei os recursos digitais, como grifar no PDF e anotar ideias no
ambiente virtual. No fim, consegui entregar no prazo e participar das
discussões”. Esse comentário levou-me a refletir sobre a estratégia que adoto
todos os domingos: listar, na ordem das prioridades, a agenda das atividades da
semana. É essa organização que conduz meus saberes e fazeres diários!
A combinação dos estudos com outras
tarefas cotidianas e as dificuldades técnicas, como a desigualdade de acesso à
internet e a falta de dispositivos tecnológicos adequados, trazem à cena
questões que são desconsideradas em ações e discursos daqueles que defendem
veementemente à EAD. Sem espaço para uma discussão mais profunda sobre essas
questões, acredito que superar esses desafios reivindica investir em inclusão
digital e estabelecer prazos mais equânimes e flexíveis, visto que as condições
infraestruturais e o ponto de partida não são as mesmas para todos aqueles que
ingressam na EAD.
Em síntese, considerando minhas
experiências e as escrevivências apresentadas pelos colegas, nos diálogos
realizados no fórum 1, destaco que as dificuldades
residem no limitado tempo para estudos e em conciliar as múltiplas atividades
cotidianas com as tarefas do curso; as limitações
situam-se na oscilação de internet e até de domínio técnico para navegação nas
redes e telas; e, as superações
consistem na aquisição de equipamentos mais qualificados, na auto-organização e
na responsabilidade formativa para dar conta, com rigor e eficiência, de todas
as tarefas do componente curricular e, por conseguinte, do curso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário